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Claustrofobia em uma sessão de hipnoterapia

Você fica sufocado em lugares fechados?
Você se sente desesperado?

claustrofobia é caracterizada pelo medo exagerado de lugares fechados ou apertados. Inclusive existem casos onde pessoas com roupas apertadas (mais comum em mulheres) se sentem desesperadas e tem que tirar e usar roupas mais largas.

Já tratei vários casos de claustrofobia, mas tem um específico que gostaria de contar. Vamos chamar o meu cliente de Ricardo, um nome fictício para não expor ninguém, até porque o que acontece nos meus tratamentos é confidencial.

Ricardo me procurou devido ao medo extremo de lugares fechados, QUALQUER lugar. Ônibus, avião, elevador, carro, quarto pequeno, banheiro, lojas pequenas, etc.
E isso o impedia de viver sua vida com sua maior plenitude, até mesmo porque não conseguia sequer entrar em um carro com sua esposa para viajar nem ir de um lugar ao outro, e isso estava causando diversos problemas na sua vida profissional e pessoal. Ele trabalhava (ainda trabalha) em um edifício comercial, em um dos últimos pisos. Como ele estava acima do peso e não se sentia bem no elevador, tinha que ir de escada e chegava todo suado no trabalho, além de precisar de alguns minutos para recuperar o fôlego.

No tratamento nós encontramos a memória, o momento onde tudo começou. Ricardo tinha 5 anos de idade e estava brincando de esconde-esconde com seus primos. Ele se escondeu em algo que era como se fosse o closet de sua mãe, cheio de roupas. Seu irmão mais velho viu e foi lá e o trancou lá dentro para sacanear o irmãozinho e ele entrou em desespero. Seu irmão mais velho não disse nada pra ninguém e acabou esquecendo que o trancou lá, fazendo com que ele ficasse pelo menos 1 hora lá dentro sozinho.

O que descobrimos foi que em qualquer loja pequena que ele entrava, principalmente de roupas, ele desesperava. Qualquer lugar pequeno o desesperava, mas principalmente quando ouvia barulho de tranca, sendo de chave em uma porta de madeira ou o barulho do carro trancando, o desespero aumentava ainda mais porque seu cérebro associou que TRANCAR era passar todo aquele sufoco, com falta de ar e medo extremo novamente.  Logo, seu cérebro o colocava em uma reação quando estava em lugares fechados.

A partir daí começamos todo o trabalho de ressignificação de todos esses problemas que apareceram, que aí depende de cada caso como ressignificar. Todo o trabalho durou 3 horas e meia. Assim o cérebro dele entendeu que não precisa ter essa reação de desespero em lugares fechados e principalmente trancados. No dia seguinte Ricardo, com 41 anos na época, me mandou uma mensagem dizendo que andou de elevador pela primeira vez com calma e tranquilidade, dizendo que vai poder retomar a sua vida. Extremamente feliz e agradecido, até sua esposa me procurou depois para um outro tratamento.

E você, conhece alguém que tenha claustrofobia? Ou até mesmo pode ser que você sofra com esse problema. Procure ajuda pois a resolução desse problema pode estar mais próxima do que você imagina!

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