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Eliminando 37 anos de vício em 1 sessão com Michel Blume

 

Hoje é dia 29 de Agosto de 2018. O dia nacional de combate ao fumo, e por isso decidi escrever esse artigo sobre o tratamento direcionado para o vício no cigarro.

O tabagismo, dentre todos os fatores ambientais do século, certamente representa o mais vil e ameaçador de todos, representando o maior fator de risco para o desenvolvimento de tumores malignos (um terço de todos os casos), doenças pulmonares, doenças cardiovasculares, doenças cerebrais entre outras. Calcula-se que 100 milhões de mortes foram causadas pelo tabaco no século XX segundo dados da Organização Mundial de Saúde. Paradoxalmente, é o único produto legal que causa a morte da metade de seus usuários regulares. Isto significa que de 1,3 bilhão de fumantes no mundo, 650 milhões vão morrer prematuramente por causa do cigarro.

Isso aumentou muito a procura de tratamentos para eliminar o vício do cigarro da vida das pessoas. Eu mesmo, no meu consultório, tive um aumento de 45% no meu consultório de fumantes querendo se livrar do vício.

Mas Michel, você trabalha com estados emocionais, qual a relação com o vício do cigarro, que sabemos que é químico?

Bem, aí é que está! O cigarro não tem só a questão química. Na verdade a maior parte do vício (independente se o vício é em cigarro, drogas, álcool, chocolate) é emocional, e vou te explicar como o Sérgio eliminou o vício em cigarro de 37 anos em apenas 1 sessão.

O Sérgio me procurou dizendo que fumava há 37 anos, que já tinha tentado de tudo. Por exemplo, adesivos de nicotina, cigarro eletrônico, chiclete de nicotina, parar de uma vez, parar gradualmente… mas todas sem sucesso. Até que Sérgio disse as palavras de reconhecimento: “Sou refém do cigarro!”.

E assim como muitas pessoas que fazem o tratamento comigo, Sérgio duvidava que em apenas 1 sessão ele se livraria do vício, dado seu esforço anterior para eliminar o vício sem sucesso.

As palavras que mais ouço de fumantes que me procuram para eliminar seu vício é:
“Fumar me relaxa, principalmente após uma refeição.”

Bem, isso é o seu consciente te falando isso, mas o motivo real de você fumar está bem mais interiorizado, e acredite em mim, é algo bem primitivo.

Como assim primitivo?

Olha só, a principal função do nosso cérebro é a sobrevivência. Isso mesmo! Ele faz tudo para a auto preservação, e essa é a parte mais antiga do nosso cérebro, chamado de reptiliano. Tudo o que ele faz é visando o seu bem estar.

Lá na época das cavernas as pessoas saíam para caçar para poder se alimentar e perceberam que saindo em grupo, a chance de sobrevivência era muito maior. Além de que estar em grupo a defesa era muito melhor contra qualquer animal selvagem, também era mais fácil para conseguir pegar um animal para ser seu alimento.

Isso é totalmente uma luta pela sobrevivência, não é?!

Pois é! E o nosso cérebro guardou essa informação: estar em grupo = maior chance de sobrevivência

Se você vê um beco escuro a noite, você passa sozinho por ele? Se passa, com certeza sente medo. Mas aposto que evita passar.
Mas se você está num grupo de 5 amigos, passa pelo beco conversando e dando risada, o medo nem aparece.

Então, guarde essa informação: todo ser humano precisa se sentir parte de um grupo.

Isso é primitivo, se nos sentimos parte de um grupo, estamos bem. Se não nos sentimos parte de um grupo, podemos desenvolver depressão e vários outros problemas.

Na sessão do Sérgio encontramos um momento onde ele tinha 13 anos de idade e era seu primeiro ano na escola nova, pois havia se mudado de cidade no final do ano anterior. Ele chegou na escola e, por estar acima do peso, começou a sofrer um certo bullying de alguns colegas.
Sendo assim, um grupo de 3 rapazes foram bem receptivos com ele e o convidaram a andar junto com eles. O que o cérebro dele entendeu? DEFESA! Opa, agora o Sérgio poderia fazer parte de um grupo. Mas só tinha um problema… os rapazes, apesar da pouca idade, fumavam. Todos eles fumavam. E assim Sérgio começou a fumar para concretizar ser parte do grupo, e assim saciar a função de sobrevivência do cérebro fazendo definitivamente parte de um grupo.

Sérgio nunca mais sofreu bullying e sempre foi muito rodeado de amigos, inclusive no momento que me procurou citou que tem muitos amigos, porém, todos fumam. Surpresa? Não! Nem um pouco!

A partir daí fizemos todo o trabalha de mudança de percepção em relação ao cigarro, ao grupo, à sobrevivência. Uma verdadeira ressignificação do sentido do cigarro para ele.

Mas quanto tempo durou a sessão? Apenas 2 horas e 40 minutos exatos!

Na primeira semana após a sessão Sérgio ainda fumava, mas me contou que bem menos do que antes. Na segunda semana fumou 5 dos 7 dias da semana. Na terceira semana ainda menos, até eliminar totalmente o vício na quarta semana.

Ele diz que não sente falta e não tem mais vontade de fumar.

Por que isso acontece? Porque trabalhamos o MOTIVO VERDADEIRO do Sérgio fumar, e não ficamos enrolando como tratamentos convencionais. Sérgio ainda fumou um pouco após a sessão pois tem todo o processo químico, mas foi o suficiente para que, no retorno (após 30 dias da sessão eu faço um retorno de 1 hora) já não fumasse mais nada, e o melhor: SEM VONTADE DE FUMAR.

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